Fim de ano é tempo de confraternização, Natal, Ano Novo e muitas celebrações. É natural que surja a vontade de brindar com uma taça de vinho, uma cerveja gelada ou até uma caipirinha. Mas quando falamos de amamentação, precisamos ter atenção especial: o álcool ingerido pela mãe passa para o leite materno em concentrações semelhantes às do sangue, atingindo o pico entre 30 e 60 minutos após o consumo.

 

Por que o álcool pode ser prejudicial?

•  Transmissão direta ao bebê: o etanol chega ao leite e pode alterar o sono, o desenvolvimento e até o crescimento da criança.

•  Impacto na produção de leite: consumo frequente ou elevado pode reduzir a ejeção do leite.

•  Saúde materna: além dos riscos ao bebê, o álcool pode comprometer o bem-estar da mãe.

 

O que diz a Sociedade Brasileira de Pediatria

A SBP é clara em sua recomendação: não existe dose segura de álcool durante a amamentação. Isso significa que qualquer quantidade ingerida pode trazer riscos ao bebê, como alterações no sono, no desenvolvimento e até no crescimento. Além disso, o consumo frequente pode interferir na produção e na ejeção do leite.

 

E se a decisão ainda for consumir?

Nesse caso, é fundamental reduzir a exposição e os riscos. Algumas orientações práticas podem ajudar:

•  Cerveja: ao consumir uma lata de 350 ml, recomenda-se esperar cerca de 2 horas antes de amamentar.

•  Vinho: uma taça de aproximadamente 240 ml também exige um intervalo de 2 horas.

•  Espumante: uma taça de 150 ml pede o mesmo tempo de espera, em torno de 2 horas.

•  Caipirinha: feita com uma dose de destilado (aproximadamente 150 ml de bebida pronta), o intervalo deve ser um pouco maior, entre 2 e 3 horas.

Quanto maior a quantidade ingerida, maior deve ser o intervalo. Se tomar 2 doses, dobre o tempo de espera, e assim sucessivamente.

 

Dicas práticas para as mães

•  Planeje-se: se quiser brindar, programe a mamada antes do consumo.

•  Leite ordenhado: durante o período de espera, ofereça ao bebê o leite previamente extraído e armazenado.

•  Evite exageros: não existe quantidade totalmente segura; o ideal é moderação.

•  Hidrate-se e alimente-se bem: isso ajuda o corpo a metabolizar o álcool.

A mensagem da Easymama é clara: informação traz segurança. Se a mãe optar por consumir álcool, que seja de forma consciente, planejada e com intervalos adequados para proteger o bebê.